sábado, novembro 13, 2004

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ACUSTICO (MTV) ENGENHEIROS



Engenheiros do Hawaii foi a primeira banda de verdade que eu comecei a ouvir na minha vida, e por incrível que pareça hoje eu gosto de Deep Purple justamente por caixa deles. Mas isso é uma outra história, um outro 'causo'.

Pra começar a falar sobre esse acústico, abro com uma frase dita por uma amiga logo após um pequeno comentário meu (alguma coisa podia ter sido evitada. Com relação à algumas músicas):
[Renata] várias coisas podiam ter sido evitadas, o acústico em si podia ter sido evitado.

Humberto Gessinger ao assinar esse Acústico com a MTV deu um tiro no próprio pé. Logo ele que criticava a mídia, que era averso a essas coisas todas. Acho que ele vacilou.

Não vou ficar aqui dizendo o que ele deve ou não fazer, afinal de contas ele é quem sabe o que é melhor ou pior pra ele (e pra banda).

Mesmo um pouco desapontado pelo fato de sair um acústico, fiz questão (e não poderia ser diferente) de conseguir o disco pra dar aquela ouvida. Algumas coisas me agradaram profundamente, outras passaram totalmente despercebidas e outras ficaram totalmente 'nada a ver'.

Devo lembrar que isso é uma opinião única e exclusiva minha. De um fã da banda (pelo menos uns 10 anos). As pessoas não devem, necessariamente, concordar com tudo o que está escrito.


Segue abaixo o Set List (e os comentários):

01 - O Papa é Pop
02 - Até o Fim
03 - Vida Real
04 - Infinita Highway
05 - Armas Químicas e Poemas
06 - O Preço
07 - Dom Quixote
08 - 3x4
09 - Refrão de Bolero
10 - Surfando em Karmas & DNA
11 - Depois de Nós
12 - 3ª do Plural
13 - Terra de Gigantes/Números
14 - Somos Quem Podemos Ser
15 - Outras Freqüências
16 - Pose
17 - A Revolta dos Dândis
18 - Era um Garoto...


O Papa é Pop: Música homônima ao disco de 1990 onde a banda explodiu realmente no Brasil chegando a vender quase 500K cópias. É um dos hinos da banda. É o tipo de música que não se pode deixar de tocar num show da banda. Música um pouco manjada, mas que ganhou uma cara nova, e muito interessante, no acústico. A gaita ficou muito bem encaixada. O baixo da música ficou muito forte e presente. Talvez eu deixaria essa música de fora do acústico. Digamos que exclusivamente pelo fato de ser um grande HIT. Não gosto muito das coisas óbvias demais.

Até o Fim: Música do último disco de estúdio - Dançando No Campo Minado 2003 - Possui uma presença bem forte do baixo e da gaita, suponho ser uma constância no disco. Infelizmente mal conheço essa música em sua versão original, por isso não posso montar um paralelo para servir de base. Digamos que tem uma batidinha bem legal.

Vida Real: Essa música está presente no disco solo chamado HUMBERTO GESSINGER TRIO de 1996. Acho essa música Pseudo-romântica. Ta ficando cada vez mais difícil comentar essas músicas. Melodia bastante pegajosa. Se fosse uma música do Jota Quest estouraria em todas as paradas de sucesso.

Infinita Highway: Clássicos da banda. Esta música está presente no segundo disco da banda - A Revolta dos Dândis de 1986 - e de lá pra cá é presença garantida em todos os shows da banda. Gostei dos Arranjos da música. Os violões estão bem presentes nessa música. Dá pra ouvir alguns fãs cantando ao fundo. Gostei da nova roupagem da música. Essa, na minha opinião, é um tipo de música que não devia ficara fora de nenhum disco ao vivo deles. Gostaria de saber como essa ficaria na versão do ao vivo de 1993 que a banda fez.


Armas Químicas e Poemas: Música composta para o acústico. Segue a linha (des)conexa de Humberto Gessinger de Compor. Baixo extremamente presente, violões muito interessantes. A letra faz alguma referencia a bush/Iraque. Bem sutil, mas tem. Uma das melhores músicas da banda nos últimos anos.

O Preço: Música também do disco solo. Na verdade esse disco solo se confunde com o da própria banda. Hoje já nem tem mais essa diferença. Ficou bem mais leve do que a versão de 1996. Ficou mais harmoniosa também. Talvez até romântica.

Dom Quixote: Música do disco passado. Infelizmente, novamente, não possuo base de comparação para dizer. Mas não gostei muito dessa versão não, está muito lenta. Parece ser uma Constancia desse disco. Mas é o tipo de coisa que a MTV gosta.


3x4: Música composta para sua mulher Adria - Tchaw Radar de 1999. Esse é o último disco dos Engos que eu realmente acompanhei, depois disso foi diminuindo o interesse. Apesar de ter uma pelo romântico, não é uma música melosa. Ficou Interessante essa versão. A música tomou uma encorpada e a gaita me agradou bastante aqui.

Refrão de Bolero: Música também composta no Revolta dos Dândis. Essa é uma música que realmente saturou tudo o que podia. Humberto Vive reclamando dela, mas também vive dando motivos. Música segue a linha original, baseada no piano. E como no disco ao vivo passado - 10.000 Destinos - ele não fala o nome ANA. O solo de violão ta muito legal. Parabéns pro Paulinho Galvão. Mas ainda assim prefiro na versão anterior.

Surfando em Karmas & DNA: Música título do disco de 2002. Começa bem lenta, depois aumenta o ritmo. Mas ainda assim não me tira da idéia de que o disco está meio lento/romântico. Gostei da presença dos Violinos na música, que segue a linha do disco de 2002.

Depois de Nós: Essa música é uma grata surpresa. Essa música foi gravada pelo Carlos Maltz em seu disco Solo: Farinha do mesmo saco 2002. Uma das melhores músicas do disco. Tem um astral fenomenal. Humerto Gessinger e Carlos Maltz dividem o vocal. A Viola de 10 cordas tocada por Humberto ficou fantástica. A batida da música é algo que cativa. É, certamente é a melhor música do disco.

3ª do Plural: É a segunda faixa do disco de 2002. Ficou bem interessante também. Música devia ter sido mais explorada pela banda na época de seu lançamento. "Quem são eles, quem eles pensam que são" refrão grudento, no bom sentido, onde os fãs gritam juntos aplaudindo. Essa música ficou boa. Nada de melosa como o disco deixou transparecer.

Terra de Gigantes/Números: Música de 1986 mesclada com Números de 1999. Parecem ter sido compostas juntas. Mas poderia ter sido evitada também nesse disco. Digo isso porque essa formula (terra/números) foi algo já usado no ao vivo passado.

Somos Quem Podemos Ser: Música de 1988 - Ouça o que eu Digo, não ouça ninguém. Independentemente de qualquer arranjo, a letra dessa música é muito boa. O arranjo ficou bem simples, a meu ver. Porém não ficou devendo nada. Sua presença é bem válida.

Outras Freqüências: Outra música inédita. Os violões ficaram bem interessantes. Vez segue uma linha lenta, outra mais agitada. Acho que ficou interessante.


Pose: Música de 1992 - Gessinger, Licks & Maltz - que nesta versão ganhou a participação de Clara Gessinger que na época era recém nascida. A música já era deveras interessante em sua versão original e já merecia aparecer num ao vivo há muito tempo. E acho que veio numa excelente hora. Não consigo mais imaginar essa música sem a presença de Clara. A música ganhou cara nova. Está muito atual.


A Revolta dos Dândis: Música título do disco de 1986. E ao que me parece, a idéia era deixá-la com a cara da versão original e conseguiram. Ficou muito boa. É uma das boas surpresas do disco.


Era um Garoto...: eita! Nem vou comentar. Música muito batida. Totalmente batida. Acho que poderia ser totalmente ignorada. Certamente sobrou no disco. Humberto não depende mais dela pra nada, mas mesmo assim insiste em usá-la. Certamente eles têm mais de 100 músicas para poder escolher que caberia muito melhor nesse disco. Não consigo nem se quer terminar de ouvir.


Essa foi a minha impressão sobre o disco. BOM eu diria. Mas MTV????? Engenheiros não precisava disso. Gostei do disco? SIM. Mas como disse, muita coisa poderia ter sido evitada. Deixou de lado muitas músicas que poderiam ter enriquecido muito mais o disco: Tribos e Tribunais, Cidade em Chamas, Muros e Grades, entre outras coisas que estão escondidas e que poderiam ser trabalhadas.
¡

Antigo postem no outro mais acima :P



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