sábado, fevereiro 25, 2006

I know, it´s only Rock ´n Roll, but I like it!
Atendendo a pedidos do meu amigo Bonarth Vader, estou de volta! Não sou muito bom quando o assunto é escrever, mas vamos la...
No dia 18 de fevereiro de 2006 aconteceu uma coisa que não se vê todos os dias. Um milhão e meio de pessoas se aglomeraram numa praia pra ver quatro dinossauros mostrarem que ainda vão enterrar muitos de nós. Não vou fazer um review do show, porque já deve ter milhões por ai e com certeza todos viram pela TV. Vou contar como foi ser uma gota naquele mar de gente.
Á meia-noite do dia 18 saímos em 3 ônibus rumo à cidade maravilhosa. Como sempre tem uns espertinhos querendo estragar a festa, uns babacas começaram a fumar maconha dentro do ônibus. Depois de uma longa conversa convencemos os gostosões a apagar o bagulho. Fora isso, a viagem até o Rio foi tranqüila. Deixamos o ônibus numa estação de metrô perto da saída da cidade pra escapar do transito e seguimos ao nosso destino por baixo da terra. Primeiro lucro da viagem: nunca tinha andado de metrô :P
Chegando na praia, decidimos dar uma volta pra ver como estava a estrutura da coisa toda. Ainda não tinha muita gente, provavelmente apenas a galera que veio de fora pra ver o show. Quando eu vi o tamanho do palco e as caixas de som e telões imensos cobrindo 1km de praia comecei a ter noção das proporções do evento. Aproveitei o dia pra dar uma de turista, fui no Shopping Rio-Sul (um pouquinho maior que o shopping de Colatina), conheci a famosa praia de Copacabana, etc.
Momento “Caralho Malk vai se fuder” que sempre acontece quando vou a algum show: Mais ou menos 4 horas da tarde eu estava passando na frente do Copacabana Palace quando do nada todo mundo começou a gritar e apontar pra cima. Sem entender nada olhei pra cima. E lá estava ele. Aquela figura mitológica que dizem já morreu e esqueceu de deitar. KEITH RICHARDS a uns 15 metros fumando calmamente seu cigarro e dando tchauzinho pra galera. Nessa hora eu pensei: já ganhei a viagem, o resto é lucro.
Finalmente começam os shows de abertura. Primeiro foi o grupo Afroreggae, que ninguém entendeu direito o que estava fazendo ali. Tocaram 6 musicas, sendo 5 covers. Uma interessante foi uma versão “Olodum” de Imagine, dos Beatles. Na seqüência veio Titãs, mandando as musicas pesadas dos anos 80, pra fazer jus ao evento, resultando em um show muito bom.
Entre esse show e o início dos Stones faltavam 40 minutos. Comecei a conversar com um “tiozinho” que tava do meu lado, e logo percebi que ele entendia muito de musica. No decorrer da conversa ele me contou dos shows que ele já foi: além do U2 e Stones em datas passadas, ele já presenciou a performance de Alice Cooper (!!!), The Who, Yes e outros pequenos nomes da música. E ele sabia até o nome da tia do papagaio do rodie que carregava o prato da bateria de cada banda.
Foi então que o grande momento chegou. Aquela figura que eu vi de perto a algumas horas atrás entra no palco com tudo mandando “Jumpin´ Jack Flash”. Admito que nos primeiros instantes a ficha AINDA não tinha caído, mas quando aquele mar de gente começou a pular junto finalmente eu entendi o que estava acontecendo. Eu estava no maior show da carreira da maior banda de rock n roll que já pisou na Terra (não me venha com Beatles... She loves you yeyeye? Bah....). Antes de ir eu não conseguia imaginar 1 milhão e meio de pessoas juntas, e mesmo lá no meio não dá pra imaginar. Só quando passou no telão uma imagem aérea do público que eu fui conceber o tamanho do negócio. O restante do show passou num piscar de olhos, com destaque pro fôlego do Jagger, pra voz do Keith (ptz, pra conseguir uma voz rouca de blues daquela tem q fumar charuto por 40 anos sem parar) e pro entrosamento com Ron Wood e Charlie Watts, os Stones “coadjuvantes” que ajudaram a fazer história.
Fato engraçado: algum cara teve a manha de fazer uma faixa gigante escrito: TOCA RAUL!
Terminado o show, hora de encontrar a galera pra voltar pro ônibus. O metrô tava lotado, esperamos umas duas horas até aquela multidão começar a ir pra casa para aí sim voltarmos tranqüilos.
Fiz questão de perguntar pra todo mundo se alguém tinha visto algum assalto, confusão ou briga. Algumas pessoas viram apenas algumas pequenas confusões iniciadas por uns playboys, mas que terminaram rapidinho. Ouvi boatos que a polícia fez um acordo com os traficantes pra tudo correr bem, já que ano que vem tem Panamericano no Rio e nada podia dar errado nesse show. Bem, o que importa é que a única coisa que se viu naquela noite foi um show que vai ficar pra história, além de 1 milhão e meio de estranhos se abraçando, cantando e pulando juntos. Tudo isso de graça. Pra quem não foi, não vou falar “fica pra próxima” porque não tem próxima. Vou falar pra não deixar as oportunidades passarem, porque são essas coisas que fazem a vida valer a pena.

Antigo postem no outro mais acima :P



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