segunda-feira, julho 10, 2006

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FILOSOFIA DO BOLINHO DE ARROZ

Bolinho de arroz pra mim é uma das melhores coisas da culinária. Me amarro. Gosto principalmente de acordar aos domingos pela manhã e sentir o cheio do tal. Quanto mais queijo na massa, melhor.

Meu pai costuma fazer com queijo, salsicha e milho. Como eu não sou profundo conhecedor da técnica de fabricação do bolo, me contento em comê-lo. Sentir se a massa está ou não salgada, se tem muito ou pouco queijo, consigo saber ainda se o milho está bom e talvez até saber se a salsicha não está estragada.

De uma forma geral eu consigo saborear todo o bolinho. Pessoas entendidas do assunto não conseguem saboreá-lo como eu. Essas pessoas (in)felizmente não saberão o prazer de degustar.

Pessoas entendidas do assunto não ficam no nível de divisão do bolinho como eu descrevi antes (massa, queijo, sal, salsicha e milho), elas vão além. Muito além. Por serem entendidas elas conseguem saber de qual colheita o milho foi colhido, é capaz de saber inclusive a marca. A salsicha então nem se fala, essas pessoas conseguem saber até qual raça do boi foi usado para a fabricação, se bobear sabem ainda o dia no abate, o peso e tudo mais. Assim como o arroz e o trigo eles também conseguem saber a marca, o lote, a colheita, se está velho ou não, etc.

Moral da história: como eles têm essa capacidade de discernimento, acabam perdendo os sabores das coisas que estão comendo.

Não entendeu nada?????? Muda o bolinho de arroz por uma banda musical.
¡

Antigo postem no outro mais acima :P



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