domingo, novembro 02, 2008

Fórmula 1 com Esporte Competitivo.

Desde a trágica morte de Ayrton Senna em 1994 no circuito de Ímola, ouvi e ainda ouço muita gente bater no peito e dizer que nunca mais verá um grande premio de Fórmula 1.
Que Senna foi um mágico com o carro não resta dúvida, tanto que na minha humilde opinião ele foi e continua sendo o maior piloto que já existiu. Claro que o fato de eu ser brasileiro pesa na escolha, mas vendo corridas passadas tenho mais certeza de que se eu fosse haitiano eu ainda acharia Senna o melhor.
Concordo que a partir da segunda metade da década de 90 o campeonato ficou sem graça, uns anos mais que os outros. Primeiro que a F1 tinha perdido um tri-campeão que ganhava dando show e que a chuva o banhava de sorte. Segundo que depois veio uma seqüência de anos em que a Ferrari só perdia para ela mesma.
Com a Era de Dick Vigarista, digo Michael Schumacher, corridas perderam a graça, quase não se via ultrapassagens e o esporte ficou mesmo pouco competitivo. E essa falta de competição é a justificativa para muita gente que eu conheço dizer que não gosta de Fórmula 1.
Bom, a competição está de volta. Os dois últimos campeonatos foram decididos por um ponto, na última corrida, e em Interlagos. É difícil ganhar em Interlagos. Piquet e Senna penaram por suas vitórias nesse autódromo que meteorologicamente é imprevisível.
A corrida de hoje foi tão impressionante que eu quero ter certeza se algum brasileiro que disse que nunca mais veria um grande prêmio sequer depois de 1994, não parou por alguns minutos para olhar a corrida de hoje.
Felipe Massa foi impecável, fez sua parte que era vencer. A tarefa era muito difícil. Hamilton não precisava ganhar, um quinto lugar garantia o título. Mas as pessoas acreditaram muito mais do que a probabilidade apontava. Massa no fim de semana fez com que os brasileiros esquecessem os sete pontos de vantagens.
E por alguns minutos, o campeonato voltava para o Brasil, no Brasil.
Porém, a chuva, que em tempos passados tanto ajudou Senna, atrapalhou um alemão na última curva. No café o carro de Glock não teve tração para entrar na reta dos boxes com velocidade e garantir o título ao brasileiro. Com isso, Hamilton que estava perdendo o título o recuperou na subida da junção, há 500m do fim da prova.
Azar? Eu diria competitividade.
A champagne de Massa teve um gosto triste e a vitória amargou em muita gente.
Mas esse ano confirma o que poderia ter sido puro acaso no ano anterior. A Fórmula 1 agora voltou a ser um esporte competitivo.
Como é difícil vencer em Interlagos.

Antigo postem no outro mais acima :P



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