O Menestrel do Brasil
Juca Chaves sempre foi um satírico, sua preocupação social se limitava às críticas. Não foi atoa que um dia a escritora Zélia Gattai o classificou como um anarquista, o que num certo sentido lhe confere um “status" honroso, embora não tenha sido exatamente essa a intenção.
Juca Chaves, na verdade e literalmente, sempre foi um pequeno burguês, amante (ou apreciador?) de lindas mulheres, colecionador de carros e um “bon vivant”. Seu momento maior e com algum sentido político-social se fez nos anos 60, quando ganhou muita popularidade com suas modinhas e também muitos processos, que na verdade só serviram mesmo para lhe dar mais destaque.
Depois de 64, criticar a classe política e militar já não era mais moleza e o Juquinha “previdentemente” foi logo mudando seu alvo para coisas mais amenas e agradáveis como o sexo e as piadinhas picantes.
Neste disco, lançado em 1968 pelo selo Imperial (que foi criando pela Odeon para vendas à domicílio) temos reunidas algumas de suas sátiras que só saíram para o público após muitas batalhas judiciais. São composições, portanto, da primeira metade dos anos 60. Porém, logo depois de ter sido lançado este álbum, veladamente a Odeon o retirou da venda ao público, a pedido da nova ordem militar.
Músicas do Disco:
01 - Dona Maria Tereza
02 - Brasil já vai à guerra
03 - Pena preta de urubu
04 - Caixinha obrigado
05 - Crítica das críticas
06 - Contrabando de café
07 - A situação
08 - Presidente Bossa Nova
09 - Lembretes
10 - Legalidade
11 - Retorno
12 - Atraso e solução
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